segunda-feira, 18 de maio de 2020

7º ano - Devolutiva - A Expansão Marítima

Para tirar dúvidas e verificar acertos e possíveis erros.

Questões 

Primeira questão:

“...no final da Idade Média o feudalismo sofreu profundas transformações e abriu espaço para uma nova estrutura econômica baseada no lucro.” A frase refere-se:

ao Renascimento como um movimento cultural, econômico e político que surgiu na Itália do século XIV, se consolidou no século XV e se estendeu até o século XVII por toda a Europa.

também considera-se correto a seguinte resposta com ressalva: ao capitalismo que tinha no lucro o seu principal objetivo.


Segunda questão:

Não foi um fator motivador da Expansão Marítima:

as relações suserania e vassalagem.


Terceita questão:

“A formação da monarquia portuguesa com a Revolução de Avis, em 1385, e a aliança política com o grupo mercantil interessado no comércio marítimo, possibilitou com que Portugal fosse”.

pioneiro na expansão marítima europeia.


Quarte questão:

“O comércio marítimo europeu ainda ocasionou o surgimento do colonialismo e da exploração das riquezas das terras descobertas”. Como consequência disso tivemos:

a colonização de terras nos continentes africano e americano, em especial, a colonização do Brasil.


Quinta questão:

A imagem mostra:

as principais rotas marítimas da época das Grandes Navegações.










Sexta questão:

Os Lusíadas é uma das principais obras literárias de Luís de Camões, onde o autor narra a viagem que fez junto a expedição de Vasco da Gama às Índias, no contexto das Grandes Navegações. Essa obra é uma epopeia humanista, mesmo nas suas contradiçGama ões, na associação da mitologia pagã à visão cristã, nos sentimentos opostos sobre a guerra e o império, no gosto do repouso e no desejo de aventura, na apreciação do prazer sensual e nas exigências de uma vida ética, na percepção da grandeza e no pressentimento do declínio, no heroísmo pago com o sofrimento e luta. 

                               Podemos dizer que “Os Lusíadas” de Luís de Camões é uma obra literária: renascentista.







6º ano - Devolutiva - Fontes Históricas

Para tirar dúvidas, verificar acertos e possíveis erros.

A imagem a seguir é de uma múmia feminina do povo Aymará expota no museu de Tiwanaku, na Bolívia. Esta imagem representa :

uma fonte histórica material












A imagem refere-se a um retrato tirado nas ilhas flutuantes dos Urus, um povo pré-inca que habita o Lago titicaca, na região de Puno (Peru) até os dias de hoje. Esta imagem trata de uma fonte histórica:

visual ou iconográfica










Nesta imagem, um xamã andino está contando a mulher um pouco sobre a Ilha do Sol, situada no Lago Titicaca (Bolívia) e a história do povo inca que habitou a ilha. Hoje, a ilha é povoada pelos aymarás, povo que havia se incorporado à civilização Inca. Esta imagem refere-se a uma fonte histórica:

oral.










A imagem a seguir trata-se:

de um documento escrito oficial.













Quais tipos de fontes históricas você usaria para contar sua história? As respostas são pessoais.

as respostas dadas pelos alunos(as).


uma estatua
audiovisual 
Materiais, palavras escritas e imagens
Livro, cartas, quadrinhos e etc
fonte histórica oral
uma estatua
Oral
Audiovisual, escritas
Oral,material,visual,escrito
Visual
Fontes histórica material , documento escrito oficial, visual , audiovisual etc...
Visuais
Fonte escrita não oficial é oficial(Eu acho°-°)



Entre as fontes históricas selecionadas na resposta anterior, quais são as três consideradas mais importantes? Por quê? Nesta questão as respostas são pessoais. Abaixo as respostas dadas pelos alunos(as).

por que é umaistatua
o documento , a foto , a múmia.
Materiais palavras escritas e imagens é muito importante que esses materiais existam para para ter a continuidade da história
Livro pq tem começo meio e fim conta tudo
de um documento escrito oficial, um documento escrito não oficial,de uma fonte visual ou iconográfica.porque sao documentos reconhecidos por lei e legiveis e tambem baseado em fatos reais.
por que e historico
Um documento escrito oficial
Pois a escrita chegou primeiro que audiovisual
Oral,visual,escrito . Oral:por que falando é mais fácil de entender, visual:Porque olhando através de imagens,vídeos,etc.é melhor . Escrito:podemos contar tudo através de palavras
Documento escrito, porque são antigos
Fonte histórica material, documento escrito oficial e visual porquê são mais difíceis de se conseguir
Oral e visual
por que é istorico
RG,certidão de nascimento e meu registro(Minha opinião)



Aponte possíveis fontes históricas existentes em sua casa. Descreva cada uma delas e diga qual é o tipo de fonte histórica. Respostas pessoais.
relógio de números romanos
e uma corrente de ouro que tinha a inicial do nome da minha tataravô N C L C e fonte material
O vaso de plantas
Geladeira que pegou fogo
uma pintura e fotografias. Sua fonte é visual iconograficas.
um relógio romano
Fotos em preto e branco
Escrita:livros jornais revistas
Visual,escritas . Escritas para escrever um recado algo do tipo, e visual as vezes nós comunicamos através de gestos,fotos,vídeos.
Fotos,fonte histórica visual
Fonte histórica material
Oral
relógio romano
Certidão de nascimento Fonte escrita,fotos Fonte oral e onde eu moro tem uma vista linda fonte visual

6º ano E F - Projeto de Vida (PV) - “Tudo começa mudar quando sou eu quem decide”

Todos nós temos nossos talentos, em alguns casos já sabemos quais são, porém, podemos ter outros talentos que nem sabemos que temos, basta descobrirmos. 

Assista o vídeo e tente perceber que podemos ter "potencialidades" que nem imaginamos ter.

 

Agora pegue seu Caderno do Aluno (apostila) e abra na página 62. Leia e responda as questões da página. se não houver espaço, responda no caderno. Não saia dessa página, pois saiba que ainda terá que responder o formulário de questões clicando no local indicado, logo abaixo da imagem.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

9º ano E F - A reforma urbana das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Assista os vídeos, observe as imagens, leia os textos e vá ao formulário de questões para respondê-las.


Esse outro vídeo é bem legal, garanto!



Agora leia o texto abaixo.

Modernização, expulsão e a reurbanização do Rio de Janeiro

O período da história republicana do Brasil, envolto na República Oligárquica, foi marcado por tentativas de reurbanização modernizadora de algumas cidades. O caso mais notório foi a reurbanização do Rio de Janeiro, ocorrida na última década do século XIX e nas primeiras do século XX.
Entretanto, se a modernização significava o embelezamento da cidade, na prática ela proporcionou a expulsão de boa parte da população pobre e trabalhadora da região central da capital do Brasil.
A reurbanização do Rio de Janeiro se inseria em uma política de transformação da capital federal, com vistas à erradicação de várias epidemias e de embelezamento urbano afrancesado, criando assim um melhor cartão de visitas aos visitantes estrangeiros interessados em investimentos no Brasil. A principal ação nesse sentido se deu no governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906), cuja proposta de reforma da capital envolvia três frentes de trabalho: a modernização do porto, a reforma urbana e o saneamento básico.
Nas ações de saneamento básico, fazia-se necessário na cidade erradicar diversas epidemias decorrentes da má qualidade sanitária na cidade, principalmente na região central.
Habitada por aproximadamente um milhão de pessoas no início do século XX, a capital federal era alvo constante de surtos de febre amarela, peste bubônica, malária e varíola. A solução proposta, além das vacinações obrigatórias e da fiscalização compulsória das residências, era a demolição das habitações coletivas existentes na cidade, como cortiços, estalagens e casas de cômodos.
O argumento era que, em face das condições insalubres, as habitações coletivas eram propícias à propagação de doenças. O cortiço Cabeça de Porco chegou a ter 2000 habitantes. A isso somava a visão conservadora e moralizadora sobre a vida desses estratos da população.
Everardo Beckheuser, na obra Habitações populares, de 1906, definia da seguinte forma essa situação: “E assim reunida, aglomerada, essa gente, trabalhadores, lavadeiras, costureiras de baixa freguesia, mulheres de vida reles, entopem ‘as casas de cômodos’, velhos casarões de muitos andares, divididos e subdivididos por um sem número de tapumes de madeira, até nos vãos de telhados, entre a cobertura carcomida e o ferro carunchoso. Às vezes, nem as divisões de madeira; nada mais que sacos de aniagem estendidos verticalmente em septo, permitindo quase a vida em comum, em uma promiscuidade de horrorizar”.
Essa ação ia ao encontro dos objetivos da classe dominante da cidade, desejosa de expulsar da área central a população pobre e explorada da capital, considerada um elemento perigoso para a ordem e disciplina urbana almejada. A maior parte dessa população era formada por ex-escravos africanos e imigrantes, principalmente portugueses.
As demolições dos casarões foram realizadas sem o consentimento dos habitantes e sem o pagamento de indenizações, obrigando os moradores a encontrarem novos locais para a construção de suas habitações. Isso ocorreu principalmente nos morros arredor da região central, onde foram construídos barracões de madeiras, que deram origem às favelas cariocas.
Sobre os escombros dos casarões derrubados, grandes avenidas foram construídas, em uma tentativa de assemelhar a cidade do Rio de Janeiro à capital francesa, Paris. Na década de 1870, Paris passou por uma reformulação urbana com a criação de grandes bulevares, praças e jardins, sob a liderança do barão Haussmann, então prefeito da cidade.
No Rio de Janeiro tal iniciativa coube ao engenheiro Pereira Passos, prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e 1906. Com plenos poderes dados pelo presidente Rodrigues Alves, Passos promoveu uma profunda reformulação urbana, cujos principais exemplos foram a construção da Avenida Central, a reforma do porto e a iluminação pública. Construíram-se luxuosos palacetes, praças e jardins no lugar de 600 edificações.
O processo de reurbanização do Rio de Janeiro exemplifica o aspecto autoritário e excludente das políticas estatais verificadas durante a República Oligárquica, expulsando da área de expansão da modernidade capitalista os grupos sociais considerados perigosos à ordem. Porém, esses grupos não aceitariam passivamente a situação, e a Revolta da Vacina de 1904 deu mostras da resistência da população explorada do Rio de Janeiro a essa situação.


Augusto Malta. Avenida Central: vista panorâmica durante os trabalhos de pavimentação, setembro de 1905. Rio de \janeiro, RJ / Acdervo Museu da República



Complexo do Alemão, um conjunto de treze favelas que, somadas, têm uma população de cerca de 65 mil habitantes.


Reforma urbana em São Paulo: a Avenida Paulista.

História da Avenida Paulista
Quando foi inaugurada, em 8 de dezembro de 1891, a Avenida Paulistanão tinha ainda uma única construção. O que se via eram diversos terrenos uniformes, rodeados por uma cerca de arame de três fios, calçadas e duas pistas, ladeadas por árvores como magnólias e plátanos. Ali circulavam bondes puxados a burro, tílburis, cavaleiros, carruagens e até uma bicicleta primitiva. Era a avenida mais larga e imponente da cidade e a primeira inteiramente planejada e destinada a um fim específico: ser elegante. E mantém esta qualidade até os dias de hoje.
A criação da Paulista partiu da idéia de se formar um eixo sofisticado, voltado para a burguesia endinheirada da cidade, capaz de enfrentar os altos preços dos terrenos e das construções. São Paulo já contava com cem mil habitantes.  O idealizador foi Joaquim Eugênio de Lima, um uruguaio, formado em agronomia na Alemanha, residente em São Paulo e casado com uma brasileira. O lugar escolhido foi o chamado espigão central, que corre na direção do morro do Jaraguá, e com boa parte recoberta por mata virgem, o Caaguaçú.
Primeiras construções
Vieram as primeiras casas. O dinheiro então se baseava na agricultura e no comércio. Foram fazendeiros e negociantes os primeiros a tomar conta da avenida. As culturas eram díspares, havia desde novos-ricos até a nobreza cafeeira, e isto se refletia nos estilos que em poucos anos preencheram a Paulista: florentino, neoclássico, mourisco, o classicismo francês, o academicismo e, inclusive, belos exemplares da art-nouveau. Bizarras às vezes, sóbrias demais outras, apoteóticas, exageradas, suaves, confortáveis, as mansões refletiam fantasias e sonhos, de proprietários e arquitetos.
A avenida em 1902, vista da residência de Adam Von Bülow. Foto de Guilherme Gaensly.

Avenida Paulista atual.


Favela de Paraisópolis e o contraste social.

Clique AQUI para acessar o formulário de questões. 

quinta-feira, 14 de maio de 2020

8º ano E F - A Conjuração Mineira

Se não assistiu ou queira assistir novamente a aula do CMSP exibido no dia 13/05/2020, é só clicar no vídeo abaixo.



Leia o texto, assista o vídeo e responda o questionário clicando no local indicado.

Obs, a expressão mais adequada e de acordo com o Currículo Paulista é "Conjuração Mineira" e não "Inconfidência Mineira". Para ser fiel ao texto, a expressão "Inconfidência Mineira foi mantida.

A Conjuração Mineira

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo em 1789, em pleno ciclo do ouro, na então capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português. Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial. No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.

Causas
Neste  período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem  ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela ideias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.

Os Inconfidentes
O grupo, liderado pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, era formado pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira. A ideia do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia).

Consequências
A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.




7° ano E F - O Renascimento Científico

O Renascimento Científico e as Grandes Navegações

Para que ainda não assistiu a aula do CMSP ou queira assistir novamente, é só clicar no vídeo abaixo.

Assista os dois próximos vídeos.





O uso de tecnologias inovadoras, cada qual no seu tempo, é o que temos em comum entre os dois momentos históricos. No século XV (15) o Renascimento Científico impulsionou novas descobertas, novas tecnologias, uma nova visão de mundo e, junto as necessidades econômicas e a coragem do ser humano, os oceanos foram desbravados. Com esse mesmo espírito por tecnologias inovadoras, a vontade por desvendar os segredos da natureza e do universo e a coragem, levou o homem à Lua na segunda metade do século XX (20). É claro que também as ambições políticas e econômicas existentes nesses dois períodos da história da humanidade foram fatores determinantes para tais feitos.

Astrolábio

O aperfeiçoamento do astrolábio foi importantícimo para o processo de espansão marítma a partir do século XV.


Origem do Astrolábio
O astrolábio tem origem incerta, mas se desenvolveu a partir dos estudos matemáticos de pesquisadores como Euclides, Teão de Alexandria, Cláudio Ptolomeu, Hipátia de Alexandria e muitos outros. Se a criação do astrolábio é imprecisa, seu aperfeiçoamento e a utilização do metal foram dados por Abraão Zacuto (1450-1522). Nascido provavelmente em Salamanca (Espanha), Zacuto se refugiou na corte portuguesa após a expulsão dos judeus da Espanha, na mesma época das Grandes Navegações. Em Lisboa, foi conselheiro da corte do rei Dom João II (1455-1495) e aperfeiçoou as tábuas astronômicas, bem como o astrolábio que foi empregado por Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral em suas viagens pelo Atlântico.

Funcionamento do Astrolábio
O astrolábio representa a abóboda celeste em movimento. Desta forma, é formado de várias partes que retratam as latitudes, as estrelas e as constelações. O instrumento consistiu na primeira tentativa de transpor a superfície do céu, curva, para um plano. Pode ser construído com materiais simples como papel e latão. Vejamos como poderíamos ver a hora a partir do uso de um astrolábio, no Solstício de Verão. O primeiro que se deve fazer é encontrar no horizonte uma estrela, que será o ponto de referência. Vamos supor que escolhemos a estrela Spica (Espiga), da constelação de Virgem. Ao medi-la, obteremos o grau do ângulo do triângulo, que para nosso exemplo, deu 30º. Feito isso, damos a volta ao astrolábio para achar, na aranha, o ponto correspondente àquela estrela. Giramos até fazê-la coincidir com a latitude de 30º de um dos tímpanos. Damos volta à régua para que coincida com o Solstício de Verão e obteremos as horas que marcam naquele momento.

Importância do Astrolábio para a Navegação
O astrolábio náutico foi essencial para os navegadores, pois permitia calcular as distâncias de maneira prática com apenas um instrumento e conhecimentos de geometria. Já não era necessário levar as tábuas com cálculos astronômicos que dariam a informação sobre a latitude e longitude. Bastava apenas o astrolábio e os mapas que poderiam ser carregados comodamente pelo próprio usuário. Havia um marinheiro que deveria medir a latitude todos os dias ao meio-dia solar a fim de saber onde estavam em alto-mar. Juntamente com o sextante e a bússola, o astrolábio foi importantíssimo para tornar a navegação mais segura.
Fonte: https://www.todamateria.com.br/astrolabio/ acesso em 14/05/2020.



As cartas náuticas


Uma das mais mais antigas cartas náuticas conhecidas é o Planisfério de Cantino, de 1502, onde aparece o Brasil e a Linha de Tordesilhas. Abraão Cresques, cartógrafo judeu de Maiorca que viveu no século XIV, foi o autor do famoso Atlas Catalão de 1375. Foi pai do também cartógrafo Jehuda Cresques, também conhecido por Jaime de Maiorca, um dos cartógrafos ao serviço do Infante D. Henrique. Foi uma das figuras mais destacadas da escola cartográfica maiorquina. Para além da sua produção cartográfica, construía bússolas, relógios náuticos e outros instrumentos de precisão necessários para a navegação. Foi protegido pelos reis Pedro III de Aragão, João I de Aragão e Martim I de Aragão. Deixou um conjunto de cartas náuticas realizadas por si e seu filho, actualmente perdidas, embora se lhe atribuam alguns mapas anónimos, como os integrados no Atlas Catalão de 1375.
Carta náutica, carta de marear, carta hidrográfica, ou plano hidrográfico é uma representação cartográfica de uma área náutica, podendo representar em conjunto as regiões costeiras adjacentes à área náutica. São o equivalente marítimo dos mapas terrestres, e são as descendentes dos portulanos*. Dependendo da escala, pode ter detalhes tanto do relevo da costa quanto do relevo aquático, além de outras informações, como edificações, vegetação, infra-estrutura e pontos relevantes da costa.
*portulanos – nome dado às antigas cartas náuticas datadas a partir do século XIII (13).
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_n%C3%A1utica  

Caravela


A caravela foi aperfeiçoada durante os séculos XV e XVI. Tinha inicialmente pouco mais de 20 tripulantes. Era uma embarcação rápida, de fácil manobra. Com cerca de 25 m de comprimento, 7 m de largura, caregava cercade 50 toneladas, tinha 2 ou 3 mastros, convés único e popa sobrelevada. As velas latinas (triangulares) permitiam-lhe bolinar (navegar em ziguezague contra o vento). É de salientar que a caravela é um desenvolvimento dos portugueses.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caravela


Importantes nomes do Renascimento Científico 

Nicolau Copérnico


Nicolau Copérnico, um dos pais da astronomia moderna, nasceu em Tourum, na Polônia, em 19 de fevereiro de 1473. Seu nome de batismo era MIkolaj Kopernik. Copérnico era monge, matemático e astrônomo. É autor da Teoria Heliocêntrica, segundo a qual o Sol é o centro do sistema solar. Até então, a Igreja Católica – que controlava o poder religioso, político e econômico na Idade Média – adotava a Teoria Geocêntrica, em que a Terra era o centro do universo. Essa teoria tinha como base os estudos de Aristóteles e foi elaborada por Cláudio Ptolomeu, um astrônomo e geógrafo do século II. Por isso, também era chamada de Teoria Ptolomaica. 


Galileu Galilei (1564-1642)


Conhecido como pai da ciência moderna, Galileu Galilei foi um cientista, físico, astrônomo, escritor, filósofo e professor italiano que deixou legado importante em diversas áreas. Seus estudos e contribuições ajudaram a influenciar e aprimorar a Matemática, a Física e Astronomia, entre outras áreas. Considerado revolucionário à época, chegou a ser perseguido e julgado pela Igreja Católica, que considerava suas teorias controversas e polêmicas.
O cientista foi pioneiro na arte de criar e desenvolver teorias acerca do funcionamento do Universo que ajudaram nos ramos da Física e da Astronomia. Realizou vários estudos importantes no ramo da Mecânica, como os do movimento pendular e do movimento uniformemente acelerado. Descobriu a lei da queda dos corpos, segundo a qual, dispostos em uma mesma altura, dois corpos de massas diferentes sofrerão a mesma influência da gravidade, que é a causa de seu movimento, chegando ambos ao solo ao mesmo tempo quando em queda livre (sem a resistência do ar).
Contudo, na época a Igreja Católica apoiava o modelo geocêntrico do sistema solar: o Sol e o resto dos planetas é que girariam em torno de uma terra central, e não móvel. Por esse motivo, a teoria de Galileu foi considerada uma afronta à Igreja. Cansado de passar por esse processo, o cientista foi ameaçado de tortura e teve de declarar que a teoria de Copérnico era apenas uma hipótese. Ele foi condenado por heresia e passou os anos restantes em prisão domiciliar.  
Em 1992, as teorias de Galileu Galilei foram reconhecidas formalmente pelo papa João Paulo II.

Johannes Kepler (1571-1630)


Johannes Kepler foi um astrônomo e matemático alemão, sendo conhecido por suas leis chamadas de “Leis de Kepler”. As chamadas “Leis de Kepler” são três leis que regem os movimentos celestes. Foram propostas no século XVII nas obras intituladas “Astronomia Nova” (1609) e “Sobre a Harmonia do Mundo” (1619). As três leis de Kepler sobre o movimento planetário são válidas e estudadas até hoje.

  • Primeira Lei de Kepler: chamada de “Lei das Órbitas” onde os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol, ao invés de circulares.
  • Segunda Lei de Kepler: chamada de “Lei das Áreas”, os segmentos (raio vetor) que unem o sol aos planetas correspondem a áreas e intervalos de tempo iguais.
  • Terceira Lei de Kepler: chamada de “Lei dos Períodos”, onde ele aponta a existência da relação entre a distância de cada planeta e seu período de Translação.


Andreas Vesalius (1514-1564)


Andreas Vesalius (ou André Vesálio) foi um médico e cirurgião da Renascença. Ele revolucionou os campos da biologia e da medicina ao publicar o primeiro livro completo sobre a anatomia humana. Vesalius nasceu em dezembro de 1514, em Bruxelas (na atual Bélgica). Sua família tinha diversos médicos e farmacêuticos. Ele frequentou a Universidade Católica de Leuven (ou Lovaina) e a escola de medicina da Universidade de Paris. Concluiu seu doutorado em medicina no ano de 1537. Em 1537, Vesalius começou a trabalhar como professor de cirurgia em Pádua, na Itália. Ele se dedicava bastante a dissecar cadáveres, ou seja, a separar as diferentes partes de corpos humanos sem vida para poder estudá-las. Isso permitiu que ele observasse a anatomia humana em detalhes e aprendesse muito sobre a estrutura dos corpos. Em 1543, Vesalius publicou De humani corporis fabrica, ou Da organização do corpo humano. O livro trazia a descrição mais completa e mais precisa do corpo humano até então. 






quarta-feira, 13 de maio de 2020

6º ano E F - Fontes Históricas II

Leia o conteúdo abaixo e assista o vídeo. 

No caderno de História, faça algumas anotações para auxiliá-las na hora de responder o questionário. 

Obs. Não é necessário enviar as anotações. Somente o questionário respondido será contabilizado como atividade realizada (salvo excessões).

Anote: 

Além da História, quais outras disciplinas podem ser trabalhadas com os conteúdos do texto e do vídeo?

Quais fontes históricas podem ser observadas, tanto no texto como nos vídeos?


Tema da aula: 
Exemplos de fontes históricas – fontes materiais e imateriais.

“Considera-se fonte histórica tudo que permite reconstituir os acontecimentos e formas de vida do passado. As fontes podem ser materiais e imateriais. As primeiras são os vestígios de civilização material: monumentos, utensílios, vestígios arqueológicos etc., assim como os documentos de diversas espécies. As fontes imateriais são os vestígios que sobrevivem nas sociedades e que são detectáveis em suas tradições, costumes, lendas, ritos e folclore”. 

Parque Estadual da Serra do Cabral

Criação:
Decreto 44.121, de 29/09/05.
Área:
22.494,1728 hectares.

Municípios de abrangência:
Buenopolis e Joaquim Felício.

Descrição:
O Parque Estadual da Serra do Cabral está localizado na região centro-norte do Estado, na serra de mesmo nome que faz parte da Cordilheira do Espinhaço. Com altitudes que variam entre 900 e 1300 metros de altitude, a Serra é um divisor de águas entre os rios das Velhas e Jequitaí, ambos afluentes da margem direita do rio São Francisco.
A vegetação local é composta de veredas, matas e cerrado. Há ocorrência de sempre-vivas e palmito doce (Euterpe edulis). Na fauna destaca-se a presença de antas (Tapirus terrestris), espécie ameaçada de extinção.
O Parque abriga muitas nascentes, entre elas a dos córregos Riachão Embaiassaia, responsáveis pelo abastecimento das áreas urbanas dos municípios de Buenópolis e Joaquim Felício, respectivamente. A abundante rede hidrográfica forma inúmeras cachoeiras e piscinas naturais, que compõem, juntamente com os afloramentos rochosos, as veredas, matas e campos naturais, paisagens de grande beleza.
Destaca-se o grande número de sítios arqueológicos pré-históricos existentes. Em diversos locais são registradas pinturas rupestres onde predominam desenhos zoomorfos.
Fonte: http://www.ief.mg.gov.br/component/content/article/210-parque-estadual-da-serra-do-cabral acesso em 13/05/2020.

Assista o vídeo


Vocabulário:

Zoomorfo - que tem forma animal.

Sítio arqueológicoO que chamamos de sítio arqueológico é um local onde foram encontrados vestígios de ocupação humana, seja esta ocupação antiga ou recente. É claro que, se o arqueólogo for realmente classificar todos estes lugares, classificaríamos até mesmo nossa própria casa como um patrimônio público. Portanto, não é qualquer lugar com vestígios que são registrados como sítios arqueológicos, mas apenas aqueles que apresentam importância científica para compreensão da história da humanidade. São estes sítios arqueológicos (com raras exceções) que são estudados pelos arqueólogos. Já existem mais de 20 mil sítios arqueológicos registrados em território brasileiro, de acordo com o IPHAN. Fonte: https://arqueologiaeprehistoria.com/o-que-e-um-sitio-arqueologico/  acesso em 13/05/2020.


Assista o próximo vídeo e observe o tipo de fonte histórica que é apresentada.

Vídeo do "Projeto Olhar Caiçara" com o professor Júlio C. Silva e o músico Antonio Lara


Auto avaliação - Projeto de Vida - Tutoria

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