quarta-feira, 17 de junho de 2020

9º ano E F - As trincheiras da Primeira Guerra Mundial

Assista o vídeo, leia os textos, observe as imagens e clique no local indicado para acessar o questionário. A atividade só será consolidada mediante questionário respondido.




A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

Vários problemas atingiam as principais nações europeias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar.
Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores. Esta concorrência gerou vários conflitos de interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro.
Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade muito grande. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco Prussiana. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma oportunidade para retomar a rica região perdida.
O pan-germanismo e o pan-eslavismo também influenciou e aumentou o estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos germânicos em unir, em apenas uma nação, todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.

O início da Grande Guerra
O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.

Política de Alianças
Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.
O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.

Desenvolvimento
As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.

Fim do conflito
Em 1917, ocorreu um fato histórico de extrema importância: a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França.
Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes, que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada,  perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.

A participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial

assista um dos vídeos para saber um pouco do assunto. 

O primeiro vídeo é mais sério, o segundo mais descontraído, mas se preferir, assista os dois.


7º ano E F - Cultura africana e seus aspectos gerais

Assista o vídeo, leia o texto, observe as imagens e clique no local indicado para responder as questões.


Cultura africana e seus aspectos gerais

A cultura africana tem uma principal característica: a diversidade. A África é o continente habitado há mais tempo em todo o planeta, é o ponto de origem do ser humano e, durante todo o tempo de evolução agregou uma enorme quantidade de idiomas, com mais de mil línguas diferentes, assim como religiões, regimes políticos, condições de habitação, de atividades econômicas e de cultura.
Atualmente, a África, que ocupa um quinto das terras emersas na Terra, possui mais de 50 nações, com mais de 1 bilhão de habitantes.
A cultura africana sempre foi preservada através da tradição oral, mas isso não significa que todos os povos africanos desconheciam a escrita. De uma maneira geral, os africanos praticavam a agricultura, a caça e a pesca, vivendo em comunidades fixas ou nômades, formando pequenas tribos ou grandes reinos, e tendo como chefes políticos, muitas vezes, o sumo sacerdote de suas religiões.
Os principais aspectos da cultura africana são evidenciados, portanto, por sua tradição oral e pelo meio em que viviam, onde se misturavam elementos espirituais e materiais, de acordo com o ambiente em que viviam.
A cultura africana sempre reverenciou os espíritos das florestas, das pedras e aceitavam a coexistência com forças desconhecidas da natureza, fazendo com que cada povo tivesse uma origem mitológica para explicar as próprias origens.

A cultura africana e as religiões
Atualmente, muitos países africanos mantém religiões vindas dos povos colonizadores, como o islamismo e o cristianismo, mas as religiões tradicionais ainda estão presentes, embora, em sua maioria, sejam vistas como práticas de magia e feitiçaria.
Contudo, as religiões tradicionais da cultura africana não possuem nada disso. Pelo contrário, são voltadas para o culto dos antepassados e para as divindades da natureza, como o culto aos Orixás, as divindades das culturas Nagô e Iorubá, englobando uma grande variedade de ritos e crenças.

A cultura africana e suas criações
De uma maneira geral, a produção artística da cultura africana tem um valor simbólico, com peças usadas para adorno corporal, trajes típicos e itens de uso sagrado ou para as atividades cotidianas.
Os produtos da cultura africana se voltam para os antepassados, com figuras geométricas e antropomórficas (semelhante ao homem; de aspecto ou aparência semelhante ao da espécie humana), ou uma mistura de figuras humanas com animais, sempre voltadas para o ensinamento e para a preservação das tradições.
Além da produção de artesanato, os povos africanos possuem uma grande variedade de danças e músicas, sempre marcadas pelos batuques e pelos movimentos corporais, imitando animais ou os próprios Orixás.
O grande destaque da cultura africana, principalmente no Brasil, vem de sua culinária, sempre temperada com muitos condimentos, com aromas fortes e picantes, com a elaboração de pratos exóticos compostos de carnes, legumes e verduras, insetos e os óleos de palmeira e de dendê, além do leite de coco.

A cultura africana no Brasil
O Brasil teve intensa influência da cultura africana pela diversidade de escravos de povos diferentes, o que se refletiu diretamente nos aspectos culturais que se desenvolveram nas diversas regiões de nosso país.
A maior parte dos escravos que vieram da África eram das raças Banto, Nagô, Jejes, Hauçás e Malés, que trouxeram a influência do candomblé, a religião afro-brasileira baseada no culto dos Orixás, de onde surgiram também a Umbanda e a Capoeira.
Na nossa culinária, a influência da cultura africana está sempre presente, mas é na área musical que o Brasil ganhou mais com a cultura desses povos: a música africana é a origem dos mais famosos ritmos brasileiros, como o samba, o maxixe e a bossa nova.


As meninas Maasai do Quênia participam da cerimônia de Eunoto - a passagem de seus namorados guerreiros para a velhice. Seus colarinhos e tiaras de miçangas são projetados para saltar ritmicamente para melhorar os movimentos do corpo. Tradicionalmente, uma garota Maasai pode selecionar três amantes entre os guerreiros. Esta é a única vez em sua vida em que ela pode desfrutar de relacionamentos livremente escolhidos. 1985


Fonte: https://www.geledes.org.br/cultura-africana/ - acesso em 17/06/2020.

6º ano E F (PV) - Organização e foco para a aprendizagem.


Assista o vídeo e reflita sobre a frase: 

"Muito desgaste sem planejamento"


Dicas para organizar seus estudos:
  1. Defina sua rotina de casa;
  2. Defina o objetivo de seus estudos;
  3. Defina prazos e metas para cumprimento dos objetivos;
  4. Escolha seus horários e local de estudo;
  5. Faça pausas durante os estudos;
  6. Faça avaliações e autoavaliações;
  7. Reveja semanalmente seus objetivos, procurando sempre adequá-los ao seu Projeto de Vida.

Para realizar o seu sonho é preciso levar em consideração:
  • O estudo pode te auxiliar a realizar seus sonhos.
  • A escola também pode te ajudar a realizar seus sonhos.
  • Os componentes curriculares (disciplinas) são importantes para o desenvolvimento dos estudos; logo, são instrumentos para que você alcance seus sonhos.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

6º ano E F - Tipos de linguagens e registros nas sociedades antigas.

Assista o vídeo que trás uma breve história da escrita, leia o conteúdo e clique no local indicado para acessar o questionário.


A história da escrita tem início há milhares de anos quando o homem sente a necessidade de registar não só acontecimentos, mas particularmente operações primitivas de comércio. Dada a sua importância, a escrita marca o encerramento da Pré-História e o início da História. Houve diversas formas de escritas, as quais evoluindo, deram origem à escrita como a conhecemos atualmente.

Essas transcrições foram evidenciadas nos sinais deixados nas paredes das cavernas, mas elas não podem ser consideradas a escrita propriamente dita, visto não seguirem uma forma padronizada de representação. As pinturas rupestres eram desenhos simbólicos, os quais objetivavam representar coisas, quer sejam animais, objetos ou pessoas. Por não haver organização, cada pessoa sinalizava o que pretendia expressar de uma forma diferente, aleatória. Especialmente por esse motivo, essa tentativa de comunicar dos primórdios não era muitas vezes compreensível por todos, de modo que, com o passar do tempo, esses sinais deixavam de atender as necessidades de comunicação.

Escrita Cuneiforme

Era essencial que a informação fosse compreendida. Assim, por volta de 3000 a.C. surge a primeira forma de escrever - a escrita cuneiforme - a qual tem origem na antiga Mesopotâmia com os sumérios. A escrita cuneiforme é uma forma de escrita pictográfica (representação por desenhos), que caracteriza o tipo de escrita feita com objetos em formato de cunha, por isso ser assim chamada. Era representada por cerca de 2000 símbolos, escritos da direita para a esquerda. Durante três mil anos a escrita cuneiforme foi utilizada por cerca de quinze diferentes línguas, incluindo o sumério, o sírio e o persa e enquanto ela se expandia pelo Oriente Médio, outras formas de escrita eram desenvolvidas no Egito e na China.

Escrita Hieroglífica

Com base na escrita cuneiforme são elaborados os hieróglifos. Não se sabe, todavia, onde e quando exatamente a escrita egípcia teria começado. Na escrita hieroglífica alguns sinais assumiram uma representação fonográfica, às vezes de uma letra, outras vezes de palavras inteiras. Trata-se de uma escrita complexa e era utilizada em representações religiosas. Além dessa, os egípcios desenvolveram sucessivamente outras formas de escrita, a Hierática - utilizada especialmente em textos literários, administrativos e jurídicos, bem como a Demótica - semelhante à hierática, porém mais simples, utilizada também em documentos jurídicos.

A Pedra de Roseta

É um pedaço de granito encontrado em 1799 nos arredores da cidade de Roseta, no Egito, e que foi a chave para o entendimento dos hieróglifos. Ela foi achada por soldados franceses durante a invasão de Napoleão Bonaparte, que queria interromper as rotas da Inglaterra para as Índias. Em 1801, no entanto, os ingleses derrotaram as tropas de Napoleão, e a França foi obrigada a lhes entregar a pedra, que hoje pertence ao acervo do Museu Britânico, em Londres. A pedra data de 196 a.C., quando o Egito era controlado pelos gregos (o chamado período ptolomaico). Ela contém o mesmo texto em três grafias, hieróglifos, grego antigo e demótico. Isso permitiu a decodificação dos antigos símbolos egípcios, que foram usados por mais de 3 mil anos. O inglês Thomas Young chegou perto ao da façanha ao constatar a repetição do nome do faraó da época, Ptolomeu 5º. Mas quem decifrou tudo foi o francês Jean-François Champollion, em 1822. Sem nunca ter visto a pedra, ele analisou cópias e identificou que os hieróglifos eram uma escrita fonética, ou seja, os símbolos poderiam representar mais de um som.

Escrita Chinesa

A escrita chinesa é uma das mais antigas conhecidas na história da humanidade e a única língua arcaica ainda viva. É um fator de conexão da nacionalidade e também uma ligação entre a China e outras nações. A China é um país que reúne uma grande diversidade de povos, culturas, línguas e de escritas. Nas cédulas de yuan, por exemplo, pode-se ler a frase “Banco do Povo da China” em quatro línguas e sistemas de escritas distintos.

Glifos da América Central

Na América Central foram encontrados registos de escrita deixados pela civilização maia, os quais se referiam especialmente a registos de dados históricos, tais como guerras e casamentos.

Alfabeto

A representação fonética foi desenvolvida pelos fenícios. A análise promovida por esse povo deu origem a 22 sinais, aos quais foram acrescentadas as vogais pelos gregos, ao mesmo tempo que foram abandonadas as letras cujos sons não existiam nessa cultura, passando, assim, a ser representada por 24 sinais. Dessa evolução surge o nosso alfabeto, que tem origem no sistema greco-romano.


Clique AQUI para acessr o questionário 

sexta-feira, 12 de junho de 2020

6° ano E F (PV) - Demonstrando talentos

Assista o vídeo e leia as orientações para esta atividade que deverá ser realizada até o dia 19 de junho, a próxima sexta feira.

A habilidade que você terá que desenvolvendo se relaciona as competências socioemocionais.



Nesta atividade você irá fazer uma demonstração de seu talento, isso mesmo, demonstrar sua potencialidade, ou seja, aquilo que você sabe fazer bem feito.

Primeiramente, como já trabalhado na atividade anterior, você irá pensar sobre questões como: Qual é o meu talento? O que sei fazer muito bem feito? Em que sou bom(a)? O que sei fazer com competência?

Não precisa responder e sim realizar a atividade demonstrando seu talento.

Exemplos de talentos:
cantar;
ler;
escrever;
desenhar;
pintar;
dançar;
contar histórias;
jogos e modalidades esportivas;
resolver cálculos matemáticos.

Esses são alguns exemplos, você pode ter um talento que não consta entre os exemplos, mas se for o caso, faça sua demonstração.

Se tem dúvidas e não sabe qual é seu talento, peça ajuda a um amigo(a) ou famiares. Pense naquilo que você mais gosta de fazer, pois pode estar relacionado com um talento que você nem sabe que tem. Por muitas vezes, o tento é algo para descobrir.

Envie a atividade para o professor. O envio pode ser feito pelo Whatsapp (privado) ou e-mail (radriano@prof.educacao.sp.gov.br

Não cabe esqueça de se identificar a atividade com nome e turma.

Até a próxima!!!


terça-feira, 9 de junho de 2020

9° ano E F - Imperialismo e a Primeira Guerra Mundial

Assista os vídeos e acesse o link no local indicado para responder o questionário.



NEOCOLONIALISMO/IMPERIALISMO

A industrialização do continente europeu marcou um intenso processo de expansão econômica. O crescimento dos parques industriais e o acúmulo de capitais fizeram com que as grandes potências econômicas da Europa buscassem a ampliação de seus mercados e procurassem maiores quantidades de matéria-prima disponíveis a baixo custo. Foi nesse contexto que, a partir do século XIX, essas nações buscaram explorar regiões na África e Ásia.

Gradativamente, os governos europeus intervieram politicamente nessas regiões com o interesse de atender a demanda de seus grandes conglomerados industriais. Distinto do colonialismo do século XVI, essa nova modalidade de exploração pretendia fazer das áreas dominadas grandes mercados de consumo de seus bens industrializados e, ao mesmo tempo, pólos de fornecimento de matéria-prima. Além disso, o grande crescimento da população européia fez da dominação afro-asiática uma alternativa frente ao excedente populacional da Europa que, no século XIX, abrigava mais de 400 milhões de pessoas.

Apesar de contarem com grandes espaços de dominação, o controle das regiões alvo da prática neocolonial impulsionou um forte acirramento político entre as potências européias. Os monopólios comerciais almejados pelas grandes potências industriais fizeram do século XIX um período marcado por fortes tensões políticas. Em conseqüência à intensa disputa dos países europeus, o século XX abriu suas portas para o primeiro conflito mundial da era contemporânea.

Somado aos interesses de ordem político-econômica, a prática imperialista também buscou suas bases de sustentação ideológica. A teoria do darwinismo social, de Hebert Spencer, pregava que a Europa representava o ápice do desenvolvimento das sociedades humanas. Em contrapartida, a África e a Ásia eram um grande reduto de civilizações “infantis” e “primitivas”. Influenciado por esse mesmo conceito, o escritor britânico Rudyard Kipling defendia que o repasse dos “desenvolvidos” conceitos da cultura européia aos afro-asiáticos representava “o fardo do homem branco” no mundo.

Com relação à África, podemos destacar a realização da Conferência de Berlim (1884 – 1885) na qual várias potências européias reuniram-se com o objetivo de dividir os territórios coloniais no continente africano. Nessa região podemos destacar o marcante processo de dominação britânica, que garantiu monopólio sob o Canal de Suez, no Norte da África. Fazendo ligação entre os mares Mediterrâneo e Vermelho, essa grande construção foi de grande importância para as demandas econômicas do Império Britânico. Na região sul, os britânicos empreenderam a formação da União Sul-Africana graças às conquistas militares obtidas na Guerra dos Bôeres (1899 – 1902).

Na Índia, a presença britânica também figurava como uma das maiores potências coloniais da região. Após a vitória na Guerra dos Sete Anos (1756 – 1763), a Inglaterra conseguiu formar um vasto império marcado por uma pesada imposição de sua estrutura político-administrativa. A opressão inglesa foi alvo de uma revolta nativa que se deflagrou na Guerra dos Sipaios, ocorrida entre 1735 e 1741. Para contornar a situação, a Coroa Inglesa transformou a colônia indiana em parte do Império Britânico.

Resistindo historicamente ao processo de ocupação, desde o século XVI, o Japão conseguiu impedir por séculos a dominação de seus territórios. Somente na segunda metade do século XIX, que as tropas militares estadunidenses conseguiram forçar a abertura econômica japonesa. Com a entrada dos valores e conceitos da cultura ocidental no Japão, ocorreu uma reforma político-econômica que industrializou a economia e as instituições do país. Tal fato ficou conhecido como a Revolução Meiji.

Com tais reformas, o Japão saiu de sua condição econômica feudal para inserir-se nas disputas imperialistas. Em 1894, os japoneses declararam guerra à China e passaram a controlar a região da Manchúria. Igualmente interessados na exploração da mesma região, os russos disputaram a região chinesa na Guerra Russo-Japonesa, de 1904. Após confirmar a dominação sob a Manchúria, os japoneses também disputaram regiões do oceano Pacífico com os EUA, o que acarretou em conflitos entre essas potências, entre as décadas de 1930 e 1940.

Outras guerras e conflitos foram frutos do neocolonialismo. Entre elas, podemos inclusive destacar a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Por fim, percebemos que a solução obtida pelas nações industriais frente à questão de sua superprodução econômica teve conseqüências desastrosas. O imperialismo foi responsável por uma total desestruturação das culturas africanas e asiáticas. Na atualidade vemos que as guerras civis e os problemas sócio-econômicos dessas regiões dominadas têm íntima relação com a ação imperialista.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/neocolonialismo.htm - acesso em 21/06/2021.



quinta-feira, 4 de junho de 2020

8º ano E F - A Revolução Industrial e os impactos no mundo do trabalho no passado e no presente

Para começar, assista o vídeo e em seguida leia o texto.




A Revolução Industrial
Por Cristiana Gomes

As máquinas foram inventadas, com o propósito de poupar o tempo do trabalho humano. Uma delas era a máquina a vapor que foi construída na Inglaterra durante o século XVIII. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias ficou maior e os lucros também cresceram. Vários empresários; então, começaram a investir nas indústrias.
As máquinas foram inventadas, com o propósito de poupar o tempo do trabalho humano. Uma delas era a máquina a vapor que foi construída na Inglaterra durante o século XVIII. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias ficou maior e os lucros também cresceram. Vários empresários; então, começaram a investir nas indústrias.
Com tanto avanço, as fábricas começaram a se espalhar pela Inglaterra trazendo várias mudanças. Esse período é chamado pelos historiadores de Revolução Industrial e ela começou na Inglaterra.

A burguesia inglesa era muito rica e durante muitos anos continuou ampliando seus negócios de várias maneiras:
  • financiando ataques piratas (corsários);
  • traficando escravos;
  • emprestando dinheiro a juros;
  • pagando baixos salários aos artesãos que trabalhavam nas manufaturas;
  • vencendo guerras;
  • comercializando produtos;
  • impondo tratados a países mais fracos.
Os ingleses davam muita importância ao comércio (quanto mais comércio havia, maior era a concorrência). Quando se existe comércio, existe concorrência e para acabar com ela, era preciso baixar os preços. Logo, a burguesia inglesa começou a aperfeiçoar suas máquinas e a investir nas indústrias.
Vários camponeses foram trabalhar nas fábricas e formaram uma nova classe social: o proletariado.
O desenvolvimento industrial arruinou os artesãos, pois os produtos eram confeccionados com mais rapidez nas fábricas.
A valorização da ciência, a liberdade individual e a crença no progresso incentivaram o homem a inventar máquinas.
O governo inglês dava muita importância à educação e aos estudos científicos e isso também favoreceu as descobertas tecnológicas.
Graças à Marinha Inglesa (que era a maior do mundo e estava em quase todos os continentes) a Inglaterra podia vender seus produtos em quase todos os lugares do planeta.
No século XIX a Revolução Industrial chegou até a França e com o desenvolvimento das ferrovias cresceu ainda mais.
Em 1850, chegou até a Alemanha e só no final do século XIX; na Itália e na Rússia, já nos EUA, o desenvolvimento industrial só se deu na segunda metade do século XIX.
No Japão, só nas últimas décadas do século XIX, quando o Estado se ligou à burguesia (o governo emprestava dinheiro para os empresários que quisessem ampliar seus negócios, além de montar e vender indústrias para as famílias ricas), é que a industrialização começou a crescer. O Estado japonês esforçava-se ao máximo para incentivar o desenvolvimento capitalista e industrial.
Adam Smith (pensador escocês) escreveu em 1776 o livro “A Riqueza das Nações”, nessa obra (que é considerada a obra fundadora da ciência econômica), Smith afirma que o individualismo é bom para toda a sociedade.
Para ele, o Estado deveria interferir o mínimo possível na economia. Adam Smith também considerava que as atividades que envolvem o trabalho humano são importantes e que a indústria amplia a divisão do trabalho aumentando a produtividade, ou seja, cada um deve se especializar em uma só tarefa para que o trabalho renda mais.
A Revolução Industrial trouxe riqueza para os burgueses; porém, os trabalhadores viviam na miséria.
Muitas mulheres e crianças faziam o trabalho pesado e ganhavam muito pouco, a jornada de trabalho variava de 14 a 16 horas diárias para as mulheres, e de 10 a 12 horas por dia para as crianças.
Enquanto os burgueses se reuniam em grandes festas para comemorar os lucros, os trabalhadores chegavam à conclusão que teriam que começar a lutar pelos seus direitos.
O chamado Ludismo foi uma das primeiras formas de luta dos trabalhadores. O movimento ludita era formado por grupos de trabalhadores que invadiam as fábricas e quebravam as máquinas.
Os ludistas conseguiram algumas vitórias, por exemplo, alguns patrões não reduziram os salários com medo de uma rebelião.
Além do ludismo , surgiram outras organizações operárias, além dos sindicatos e das greves.
Em 1830, formou-se na Inglaterra o movimento cartista. Os cartistas redigiram um documento chamado “Carta do Povo” e o enviaram ao parlamento inglês. A principal reivindicação era o direito do voto para todos os homens (sufrágio universal masculino), mas somente em 1867 esse direito foi conquistado.
Thomas Malthus foi um economista inglês que afirmava que o crescimento da população era culpa dos pobres que tinham muitos filhos e não tinham como alimentá-los. Para ele, as catástrofes naturais e as causadas pelos homens tinham o papel de reduzir a população, equilibrando, assim, a quantidade de pessoas e a de comida.
Além disso, Malthus criticava a distribuição de renda. O seu raciocínio era muito simples: os responsáveis pelo desenvolvimento cultural eram os ricos e cobrar impostos deles para ajudar os pobres era errado, afinal de contas era a classe rica que patrocinava a cultura.
O Parlamento inglês (que aparentemente pensava como Malthus) adotou, em 1834, uma lei que abolia qualquer tipo de ajuda do governo aos pobres. A desculpa usada foi a que ajudando os pobres, a preguiça seria estimulada. O desamparo serviria como um estímulo para que eles procurassem emprego.

A revolução Industrial mudou a vida da humanidade

A vida nas cidades se tornou mais importante que a vida no campo e isso trouxe muitas consequências: nas cidades os habitantes e trabalhadores moravam em condições precárias e conviviam diariamente com a falta de higiene, isso sem contar com o constante medo do desemprego e da miséria.
Por um outro lado, a Revolução Industrial estimulou os pesquisadores, engenheiros e inventores a aperfeiçoar a indústria. Isso fez com que surgisse novas tecnologias: locomotivas a vapor, barcos a vapor, telégrafo e a fotografia.

As principais causas da Revolução Industrial na Inglaterra foram:
  • hegemonia naval inglesa e posição geográfica estratégica;
  • ausência de barreiras alfandegárias (zona de livre comércio da Europa);
  • crescimento demográfico na Europa;
  • aumento do êxodo rural (mão-de-obra barata);
  • fim da monarquia e do absolutismo na Inglaterra;
  • surgimento do parlamentarismo;
  • aumento da riqueza e acúmulo de capital;
  • fortalecimento e investimento da burguesia;
  • progresso técnico e científico;
  • invenção da máquina de fiar, tear mecânico e da máquina a vapor;
  • grande disponibilidade de matéria-prima na Inglaterra;
  • crescimento do mercado consumidor mundial;
  • influência do Iluminismo e revolução intelectual;
  • introdução do liberalismo político e econômico.




Os impactos das tecnologias no passado e no presente

Assista o vídeo

Auto avaliação - Projeto de Vida - Tutoria

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